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Meio Ambiente 1 ano atrás

Moçambique vai apostar no grafite como trunfo nas energias verdes

Moçambique reafirmou, na semana finda, compromisso com as energias limpas ao anunciar, colocando o grafite no pacote dos trunfos para o seu posicionamento como actor estratégico.
De acordo com informações partilhadas na 2ª Cimeira Africana do Clima, que  teve lugar em Adisabeba, capital etíope, o país está a rever a legislação mineira para valorizar o grafite, mineral essencial para a produção de baterias usadas em carros elétricos e sistemas de armazenamento de energia renovável.
Segundo a Diretora Nacional de Geologia e Minas, Luísa Mahocha, o país está a finalizar a harmonização de contribuições de vários sectores, nomeadamente, sociedade civil, empresas e operadores mineiros, antes de submeter as propostas ao Conselho de Ministros para revisão e aprovação.
Segundo avançou, o objectivo é criar um quadro legal que atraia mais investimento e acelere a industrialização verde.
Com grandes reservas em Niassa e Cabo Delgado, Moçambique surge como um dos potenciais líderes africanos no fornecimento de matérias-primas críticas para a transição energética.
“Queremos garantir que o valor acrescentado permaneça em África, traduzindo-se em empregos, inovação e desenvolvimento sustentável”, destacou Mahocha, citado num comunicado que tivemos acesso.
O painel em que Moçambique participou contou também com representantes do Governo Italiano, que anunciou a criação de um fundo de 1 bilião de euros para financiar projectos ligados ao processamento de matérias-primas críticas, com o grafite entre as prioridades.
O posicionamento de Moçambique reforça a ideia de que os recursos naturais não devem ser vistos apenas como matérias-primas de exportação, mas como alavancas estratégicas para a descarbonização global e para a construção de uma economia africana mais limpa e resiliente.

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