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Meio Ambiente 5 meses atrás

Moçambique rejeita intermediários para acesso aos mercados de carbono

O governo pediu hoje à União Europeia (EU) ajuda para reforçar a sua capacitação institucional, visando aprimorar o domínio técnico, por forma a assegurar maior soberania nas negociações e melhor proveito dos mercados de carbono.

O pedido foi expresso nesta quarta-feira (20), em Maputo, pelo Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Roberto Mito Albino, a II edição do diálogo de alto nível sobre o Pacto Ecológico para Moçambique, que reuniu representantes de instituições nacionais e representantes da europa comunitária.

“O que nós pedimos à União Europeia é que nos ajude com assistência técnica especializada e de qualidade que permita que Moçambique possa tomar maior espaço nos mercados de carbono e que possa capturar mais recursos para o desenvolvimento sustentável”, explicou o ministro.

O ministro sublinhou que Moçambique ainda não está a explorar o potencial que possui para o financiamento climático, o que faz com que atraia vários intermediários que se oferecem para facilitar os processos, uma solução que segundo afirmou, está fora de questão.

“Há muitos intermediários que têm aparecido a querer se oferecer para facilitar a entrada de Moçambique nos mercados de carbono e quando vamos ver, são intermediários que ganham mais do que nós”, salientou.

Recorde-se que Moçambique foi o primeiro país do mundo a receber pagamentos pela contribuição dada na acção ambiental.

No âmbito do programa REED+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) do Fundo de Parceria para o Carbono Florestal do Banco Mundial, o país arrecadou, em 2021, cerca de 6,4 milhões de dólares, após comprovada reduções de emissões resultantes da conservação florestal e gestão sustentável da terra, na província da Zambézia.

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