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Meio Ambiente 4 anos atrás

Moçambique defende urgência na operacionalização do centro regional de operações humanitárias

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo,  defende a necessidade de urgência na operacionalização do Centro regional de Operações Humanitárias e de Emergência (COHE) da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), baseado em Nacala, província de Nampula, como forma de dotar a região de sistema de intervenção atempada para situações como desastres naturais, em particular.

A governante defendeu este posicionamento, sábado último, em Kinshasa, na República Democrática do Congo (RDC), durante a sua intervenção na reunião ordinária do Conselho de Ministros da SADC, que decorre de 18 a 19 de Março corrente.

“A urgência da operacionalização do Centro regional de Operações Humanitárias e de Emergência é imposta pelos eventos climáticos cada vez mais severos que se registam na nossa região”, realçou a Ministra, enfatizou que “compete a todos nós acelerarmos acções com vista a imediata  operacionalização” do COHE, ao informar que o Governo de Moçambique “está a envidar esforços para assinar, no mais curto espaço de tempo, o Memorando do Acordo entre os Estados Membros sobre o Estabelecimento do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência, bem como o Acordo de Acolhimento do referido centro”.

A reunião do Conselho de Ministros da SADC ocorre na capital congolesa, subordinado ao lema: “Promoção da Industrialização, através do Agro-processamento, da Transformação de Recursos Minerais e do Desenvolvimento de Cadeias-de-Valor Regionais, para o Crescimento Económico Inclusivo e Resiliente.”

A Ministra Macamo elucidou os presentes sobre os efeitos devastadores de desastres naturais em Moçambique, gerados, de Outubro de 2022 a meados de Março de 2023, por “chuvas intensas, inundações, ventos fortes, acompanhados de descargas atmosféricas e o ciclone Freddy que atingiu seis províncias, nomeadamente Zambézia, Nampula, Manica, Sofala, Niassa e Tete”.

Mencionou também os esforços do governo moçambicano, para responder e debelar os danos humanos, materiais e infraestruturais resultantes desses desastres naturais.

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