Clima

Moçambique iniciou esta segunda-feira o processo de elaboração da sua terceira Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC 3.0), que definirá metas de mitigação e adaptação climática para o período 2026-2035, a submeter em Outubro à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
De acordo com Jadwiga Massinga, técnica da Direcção Nacional do Ambiente e Mudanças Climáticas, que falava no lançamento do processo de elaboração dos novos compromisso, a nova NDC deverá “desenvolver o potencial de mitigação nos sectores menos explorados na NDC em vigor’.
Nó seu discurso de ocasião, Massinga apontou os resíduos, indústria, ervas marinhas, mangais e petróleo e gás como alguns exemplos das áreas que deverão merecer mais atenção, “reforçando a recolha de dados, a transparência e os mecanismos de financiamento’.
Apesar dos desafios, o país destaca progressos na aplicação de técnicas agrícolas e pecuárias conservacionistas, no acesso à energia limpa e na restauração ambiental.
“Temos realizado algum progresso na aplicação de técnicas de produção agropecuária de cunho conservacionista e de protecção do solo, melhoria do acesso a energia limpa, expansão da rede nacional e criação de micro-redes de distribuição, massificação do uso do gás natural e promoção da eficiência energética”, afirmou o representante da instituição.
O processo, liderado pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, exigirá forte coordenação interministerial e participação do setor privado, sociedade civil e academia.
“Temos uma necessidade como país de desenvolver tecnologia, inovação e capital humano para lidar com a necessidade de adaptar e mitigar às mudanças climáticas”, sublinhou Jadwiga Massinga, no seu discurso.
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