Agricultura
O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP) está a mobilizar a banca nacional para viabilizar o relançamento do sector do caju, considerado estratégico para a dinamização da economia rural, geração de emprego e aumento da renda das famílias produtoras.
A iniciativa é liderada pelo Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM), que promoveu, durante o mês de Fevereiro, na cidade de Maputo, dois encontros com bancos que operam no país, com vista à definição de mecanismos de financiamento dirigidos aos actores da cadeia de valor do caju, com enfoque nos provedores de serviços especializados.
No centro das discussões esteve a proposta de operacionalização do maneio integrado do cajueiro, inserida no Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Caju 2025–2034 (PDC 2025–2034).
As contribuições recolhidas junto das instituições financeiras deverão, segundo as autoridades, permitir o aperfeiçoamento dos instrumentos que irão sustentar a implementação do programa, reforçando a parceria público-privada no relançamento do sub-sector.
Metas ambiciosas para impulsionar a produção
Para o presente ciclo agrícola, o programa prevê a pulverização de mais de 12 milhões de cajueiros em todo o país, abrangendo cerca de 302 mil produtores como beneficiários directos.
As linhas de financiamento em estudo deverão contemplar produtores comerciais, provedores de serviços de pulverização, agrodealers e operadores de manutenção e reparação de equipamentos, assegurando que todos os elos da cadeia tenham acesso a capital para expandir as suas actividades.
No modelo proposto, o IAM assumirá a liderança na planificação e coordenação do processo, incluindo a definição das linhas de financiamento, bem como a assistência técnica, monitoria e avaliação do programa. Às instituições financeiras caberá a operacionalização e gestão dos fundos, em conformidade com as condições acordadas.
Com metas consideradas ambiciosas, o Governo projeta elevar a produção anual das actuais 195 mil toneladas para mais de 760 mil toneladas num horizonte de dez anos, numa aposta clara na revitalização de um sector historicamente determinante para a economia moçambicana e para o fortalecimento da economia rural.
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