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Cerca de um milhão de pessoas poderá ser afectado pela passagem do ciclone tropical Gezani, que deverá atingir a costa moçambicana entre sexta-feira e sábado, com maior incidência nas províncias de Inhambane, Gaza e Sofala.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o sistema deverá atingir Madagáscar esta quinta-feira como tempestade tropical, perdendo temporariamente intensidade.
No entanto, ao entrar no Canal de Moçambique, existe a possibilidade de evoluir novamente para ciclone tropical”.
Falando ontem durante a IV Reunião do Conselho Técnico do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), alargada a outras instituições, o meteorologista Acácio Tembe explicou que o sistema poderá aproximar-se da costa moçambicana através da província de Inhambane, sendo acompanhado por ventos que poderão atingir os 120 quilómetros por hora, além de chuvas intensas.
Por outro lado, as autoridades meteorológicas alertam que, nos próximos 14 dias, as regiões centro e norte do país poderão continuar a registar precipitação intensa, com destaque para as províncias da Zambézia, Niassa, Nampula e Cabo Delgado.
Entretanto, a presidente do INGD, Luísa Meque, garantiu que a instituição está preparada para responder a eventuais impactos do ciclone.
Segundo explicou, para a época chuvosa e ciclónica 2025-2026, o Governo dispõe de 2,4 mil toneladas de bens alimentares diversos, incluindo cereais, leguminosas, oleaginosas, açúcar e sal, quantidade suficiente para assistir cerca de 366 mil pessoas durante um período de 15 dias.
A fonte assegurou que foram pré-posicionados meios de busca e salvamento, com destaque para embarcações a motor, estando equipas multissectoriais mobilizadas com vista à prevenção de perdas humanas.
Neste momento, as autoridades desdobram-se na sensibilização da população que vive em zonas de risco, no sentido de se retirarem preventivamente para áreas seguras.
Situação nas bacias hidrográficas
Para além da evolução do sistema tropical, as autoridades acompanham de perto a situação hidrológica do país.
O Departamento de Recursos Hídricos da Direcção Nacional de Recursos Hídricos, informou que as bacias hidrográficas do Incomáti, Limpopo, Púnguè e Zambeze mantêm-se em alerta, embora apresentem tendência de descida.
Em contrapartida, a bacia do Megaruma, em Cabo Delgado, regista subida dos níveis hidrométricos, devido à continuidade das chuvas no norte do país.
De acordo com Agostinho Vilanculos, chefe daquele departamento, no geral, os escoamentos nas principais bacias hidrográficas tendem a reduzir, acompanhando o abrandamento das chuvas tanto em território nacional como nos países a montante, criando margem para novos encaixes.
As autoridades alertam ainda para possíveis constrangimentos na rede viária e apelam aos automobilistas para reprogramarem as suas viagens, face à possibilidade de circulação condicionada em alguns troços.
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