Clima

A Coordenadora Residente Interina das Nações Unidas em Moçambique, Laura Tomm-Bonde, apela para uma acção climática inclusiva e urgente, ao nível nacional, por forma a responder aos desafios ambientais.
Aquela responsável falava nesta segunda-feira (11), em Maputo, durante a cerimónia oficial de lançamento da fase de consultas para a elaboração da nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC 3.0), que deverá culminar com novos compromissos a serem implementados pelo país, para enfrentar a emergência climática.
Segundo Tomm-Bonde, o processo hoje lançado deve ser aproveitada “como uma oportunidade estratégica para alinhar a acção climática com o desenvolvimento sustentável, atraindo investimentos transformadores e fortalecendo a resiliência das comunidades”.
A fonte destacou que, embora Moçambique tenha uma pegada mínima nas emissões globais, é um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas, enfrentando ciclones e secas severas que afectam desproporcionalmente mulheres, raparigas e jovens.
Perante os desafios prevalecentes, aquela responsável sublinhou a necessidade do país “prorizar a adaptação, reforçando sistemas de aviso prévio e soluções equitativas, sensíveis ao género e baseadas em direitos humanos”.
Por outro lado, apontou como urgente que o país seja inovador na mobilização de financiamento climático, através de recursos domésticos, privados e internacionais que maximizem o impacto na resiliência e “aproveitar a preparação para a COP30 no Brasil para consolidar compromissos e acelerar acções concretas”.
“A ciência é clara, o imperativo humano é inegável e a oportunidade económica é real. Não há mais tempo a perder”, afirmou Tomm-Bonde, reiterando o compromisso das Nações Unidas em apoiar Moçambique na mobilização de recursos, capacitação institucional e promoção de soluções lideradas pelas comunidades.
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