Economia

Algodão e oleagionosas ganham linha de crédito para impulsionar a produção

O Governo anunciou esta sexta-feira (15), em Maputo, a criação de uma linha de financiamento de 107 milhões de meticais para impulsionar a produção de algodão, oleaginosas e culturas alimentares no país.

O financiamento, que visa reforçar o acesso dos produtores a insumos e aumentar a produtividade agrícola, foi anunciado pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, durante a reunião de negociação dos preços mínimos do algodão caroço e oleaginosas para a campanha agrária 2025/2026.

Segundo o governante, os fundos começarão a ser disponibilizados a partir da campanha 2026/2027 e deverão facilitar o acesso dos produtores integrados nas redes de fomento a sementes certificadas, fertilizantes, pesticidas e equipamento agrícola de pequena escala.

No seu discurso de ocasião, Roberto Mito Albino garantiu que o programa será expandido gradualmente ao longo dos próximos anos, com a meta de mobilizar mais de 500 milhões de meticais por ano até ao fim do actual quinquénio para apoiar a cadeia produtiva do algodão e das oleaginosas.

Nova tabela de preços

Durante o encontro, foram igualmente anunciados os novos preços mínimos de comercialização do algodão e oleaginosas, resultantes do consenso alcançado entre os intervenientes da cadeia de valor.

Assim, para a campanha 2025/2026, o preço do algodão caroço foi fixado em 27 meticais por quilograma, cinco meticais acima do valor definido na campanha anterior.

O acordo estabelece ainda preços mínimos de 70 meticais por quilograma para o gergelim, 30 meticais para a soja e 32 meticais para o girassol. A taxa de descaroçamento do algodão foi fixada em 6 meticais por quilograma.

Na ocasião, o ministro defendeu que os preços acordados deverão servir de incentivo à produção, melhorar o rendimento das famílias produtoras e garantir maior previsibilidade ao mercado agrícola.

Segundo dados oficiais, o subsector do algodão e oleaginosas envolve actualmente mais de 800 mil produtores familiares em Moçambique, dos quais cerca de 100 mil dedicam-se à produção de algodão.

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