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Sociedade

Alerta vermelho: manganês tóxico encontrado no rio Limpopo
Análises laboratoriais confirmaram a presença de níveis elevados de manganês nas águas do rio Limpopo, substância tóxica amplamente usada na indústria siderúrgica e na produção de fertilizantes.
A contaminação, detectada pela Administração Regional de Águas do Sul (ARASUL), representa uma ameaça directa à saúde pública, à agricultura e ao abastecimento de água em várias regiões, particularmente a província  de Gaza.
Segundo o relatório preliminar citado pelo Jornal Noticias na sua edição desta terça-feira, o poluente ultrapassa os limites aceitáveis para consumo humano e já está a comprometer o funcionamento dos sistemas de irrigação e abastecimento, especialmente nas zonas agrícolas do sul do país.
“O rio está a transportar contaminantes que colocam em risco os ecossistemas e a vida das populações que dele dependem”, alerta a ARASUL, citado pela nossa fonte.
Face ao risco de intoxicação, várias estações de tratamento e distribuição de água foram encerradas temporariamente. A medida visa proteger comunidades que utilizam a água do Limpopo para consumo directo ou actividades agrícolas, como as do perímetro irrigado do Chókwè.
O Instituto Nacional de Saúde Pública está a realizar testes adicionais para medir o impacto nos ecossistemas e na saúde humana. Segundo fontes oficiais, resultados detalhados devem ser apresentados nos próximos dias.
Contaminação transfronteiriça
O caso ganha contornos regionais, pois o rio Limpopo percorre também territórios da África do Sul, Botswana e Zimbabwe. Segundo soubemos, Moçambique vai solicitar, através de canais diplomáticos e técnicos, uma investigação conjunta para apurar a origem exata do derrame tóxico.
Especialistas não descartam a hipótese de poluentes industriais terem sido despejados ao longo da bacia hidrográfica fora do território moçambicano.
 Outros riscos em análise
Além do manganês, as análises preliminares detectaram sinais de presença de fósforo, nitrogênio e outros elementos potencialmente perigosos. Caso se confirme, o risco de proliferação de algas tóxicas e mortandade aquática pode aumentar nas próximas semanas.
Refira-se que o manganês (Mn) é um elemento natural presente em solos, rochas e água. De acordo com dados científicos,  em pequenas quantidades é essencial para a saúde humana e dos ecossistemas. No entanto, quando os seus níveis ultrapassam certos limites, especialmente em águas superficiais como rios, passa a ser considerado um contaminante, afectando

negativamente a qualidade da água, tornando-a imprópria para consumo humano, irrigação, aquacultura ou preservação da fauna aquática.

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