Política

Agricultura afina estratégia para transformar a produção na próxima década
O Governo está a finalizar o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA 2036) e o Programa de Desenvolvimento de Cadeias de Valor do Agronegócio (MozAgriBiz), instrumentos que deverão orientar a política agrária nacional nos próximos dez anos.
Segundo apuramos, os dois programas apostam no “aumento da produção alimentar, modernização da agricultura, fortalecimento das cadeias de valor e promoção de um sector agrário mais resiliente, competitivo e capaz de impulsionar a segurança alimentar, geração de renda e criação de emprego no país”.
Os documentos, actualmente em fase de consultas públicas, juntaram esta semana, na província de Maputo, representantes do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, governo provincial, parceiros de cooperação, com destaque para o Banco Mundial, além de actores do sector privado e bancário, numa sessão de três dias visando recolher contribuição para aprimorar e reforçar as estratégias.
Produção orientada pela procura
Falando nesta quinta-feira (28) à imprensa, à margem do encerramento da auscultação da zona Sul, o Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Acubar Baptista, explicou que o novo plano estratégico pretende introduzir “uma forma diferente de fazer”, centrada na produção orientada pela procura, maior envolvimento do sector privado e reforço da transparência.
Segundo salientou, a estratégia prioriza culturas da cesta básica, como arroz, milho, feijões e hortícolas, incluindo batata-reno, consideradas essenciais para a diversificação alimentar e reforço da segurança alimentar no país.
O plano contempla igualmente o fortalecimento da componente pecuária, com enfoque na produção de frango e ovos, expansão da soja para fabrico de rações destinadas à avicultura e aquacultura, desenvolvimento da piscicultura, bem como incremento da produção de gado bovino e pequenos ruminantes.
“O principal eixo é a procura. O segundo eixo é o sector privado. E o terceiro eixo é a transparência”, afirmou Acubar Baptista, sublinhando que estes elementos deverão marcar a diferença em relação às estratégias anteriores do sector.
O Governo considera que os novos instrumentos poderão criar bases para acelerar a produtividade agrícola, dinamizar o agronegócio e reduzir a dependência alimentar do país.
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Para a nova visão o executivo projecta um orçamento que admite ser “bastante ambicioso”, tendo já assegurado do Banco Mundial, 500 milhões de dólares.

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