Agricultura
Países Baixos vão disponibilizar mais de 12 milhões de euros para melhorar a produção, certificação e distribuição de sementes de qualidade e resistentes às mudanças climáticas, uma medida que vai contribuir para o combate de proliferação de sementes falças que chegam a atingir 50% do que é vendido no Mercado.
Moçambique e o Reino dos Países Baixos assinam esta sexta-feira (10) um acordo de financiamento para fortalecer o sistema nacional de sementes, que tem como um dos principais desafios do momento, a proliferação de sementes falsas no mercado.
O financiamento, no valor de 12,5 milhões de euros, dará início ao “Mozambique Seed Partnership (MSP)”, um programa que será implementado entre 2026 e 2031, com objectivo de melhorar a produção, certificação e distribuição de sementes de qualidade e resistentes às mudanças climáticas.
O acordo surge num contexto em que as autoridades do sector agrário têm vindo a alertar para a crescente circulação de sementes falsas e sem certificação que, segundo dados de fonts oficiais, poderão representar mais de 50% das sementes comercializadas em alguns segmentos do mercado nacional.
A comercialização de sementes de origem duvidosa é apontada como um dos factores que limitam o aumento da produtividade agrícola, reduzindo o rendimento das culturas e expondo milhares de pequenos produtores a perdas significativas.
Segundo a nota de imprensa do Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), que a Revista Terra teve acesso, o programa terá abrangência nacional, com prioridade para os corredores de desenvolvimento da Beira e de Nacala, considerados estratégicos para a expansão do mercado de sementes certificadas.
A implementação será liderada pela Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, em parceria com o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique e o Wageningen Social & Economic Research, envolvendo ainda instituições públicas, empresas de sementes, organizações de produtores e parceiros financeiros.
Os promotores defendem que o programa deverá impulsionar a inovação no sector, aumentar a disponibilidade de sementes certificadas e incentivar um mercado mais competitivo e inclusivo.
A expectativa é de que as acções contribuam para elevar a produtividade agrícola e reforçar a segurança alimentar do país.
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