Economia

Moçambique aposta na economia azul para acelerar crescimento, emprego e inovação
Moçambique quer transformar o património marítimo nacional numa das principais alavancas de desenvolvimento económico das próximas décadas, apostando na economia azul como motor de emprego, industrialização e inovação.
A visão foi apresentada esta quarta-feira pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que defendeu uma utilização mais estratégica dos recursos marinhos para posicionar o país entre as referências emergentes da economia azul em África.
Falando na abertura da 3.ª Conferência Internacional Crescendo Azul, em Maputo, Chapo destacou que os oceanos assumem hoje um papel central nas transformações económicas globais, num contexto marcado pela crescente procura de alimentos, energia e novas rotas de comércio.
Com mais de 2.700 quilómetros de costa e localizado numa das mais importantes rotas marítimas do mundo, Moçambique pretende aproveitar a sua posição geográfica para atrair investimento, desenvolver cadeias de valor ligadas ao mar e criar oportunidades para uma população maioritariamente jovem.
“O desafio já não é identificar o potencial existente, mas transformá-lo em benefícios concretos para as populações”, afirmou.
O Presidente defendeu uma economia azul assente na sustentabilidade ambiental, na inovação e na inclusão social, capaz de gerar riqueza sem comprometer os recursos das futuras gerações.
Entre as prioridades apontadas figuram o fortalecimento das comunidades costeiras, a criação de empregos qualificados, o desenvolvimento da indústria pesqueira e a expansão de actividades ligadas ao turismo e aos serviços marítimos.
Chapo anunciou igualmente o reforço das políticas de gestão do espaço marítimo, com o objectivo de conciliar conservação, investimento e crescimento económico.
Num discurso voltado para o futuro do continente, o estadista apelou ainda ao aumento do financiamento internacional para projectos ligados à economia azul e defendeu relações de cooperação baseadas em parcerias estratégicas.
Segundo Chapo, o continente reúne recursos naturais, capital humano e potencial económico suficientes para transformar os oceanos em plataformas de prosperidade, integração regional e desenvolvimento sustentável.

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