Pecuária
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) defendeu esta segunda-feira (1), em Maputo, o reforço contínuo da vigilância sanitária animal, da biossegurança e das capacidades laboratoriais como forma de responder aos desafios crescentes das doenças animais e proteger a saúde pública e a segurança alimentar em Moçambique.
A posição foi manifestada por representante da FAO em Moçambique, Cláudia Pereira, durante a Reunião Nacional de Sanidade Animal, onde reconheceu os avanços alcançados pelo país no fortalecimento dos serviços veterinários, da vigilância epidemiológica e dos mecanismos de prevenção e resposta a doenças transfronteiriças e zoonóticas.
Segundo a responsável, os progressos registados nos últimos anos refletem o compromisso nacional com a melhoria da sanidade animal, mas ainda persistem desafios que exigem investimentos sustentados.
“Os progressos alcançados nos últimos anos demonstram o compromisso do país com o fortalecimento da sanidade animal. Contudo, persistem desafios que exigem investimentos contínuos em recursos humanos, infra-estruturas laboratoriais, vigilância epidemiológica, biossegurança, investigação e coordenação institucional”, afirmou.
Alerta para resistência aos antimicrobianos
Na ocasião, a FAO alertou igualmente para o avanço da resistência aos antimicrobianos, considerada uma das maiores ameaças globais à saúde humana e animal.
A organização chamou a atenção para os riscos associados ao uso inadequado destes medicamentos, que pode comprometer a eficácia dos tratamentos e dificultar o controlo de doenças.
Perante este desafio, a organização a disponibilidade para continuar a apoiar Moçambique e os seus parceiros na implementação das prioridades nacionais de saúde animal e no fortalecimento da resiliência dos sistemas agroalimentares..
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