Agricultura
Cerca de um bilião de pessoas ao nível mundial estão com a saúde em risco, devido a prevalência de vagas de calor extremo, alerta um novo relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
O estudo, lançado há uma semana, destaca ainda que o valor extremo está a colocar em risco a saúde e os meios de subsistência de mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo, provocando a perda anual de cerca de 500 mil milhões de horas de trabalho,
O estudo, intitulado “Extreme heat and agriculture”, revela que os trabalhadores agrícolas e os sistemas agro-alimentares estão na linha da frente dos impactos provocados pelo aumento das temperaturas extremas, que ameaçam cada vez mais a produção de alimentos, a pecuária e os ecossistemas naturais.
Agricultura sob pressão crescente
Segundo o Director-Geral da FAO, Qu Dongyu, o calor extremo tornou-se um dos maiores multiplicadores de risco para a produção alimentar mundial.
“O calor extremo exerce uma pressão crescente sobre as culturas, o gado, as pescas e as florestas, bem como sobre as comunidades e economias que dependem destes recursos”, afirmou.
Na mesma linha, a Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo, destacou que o aumento das temperaturas está a redefinir as condições em que operam os sistemas agroalimentares globais.
Segundo a responsável, o calor extremo deixou de ser apenas um fenómeno climático isolado, passando a actuar como um factor que amplifica fragilidades já existentes nos sistemas agrícolas.
O relatório alerta ainda para o risco crescente de perdas na produção agrícola e na criação de animais, prevendo impactos mais severos nas colheitas e nos rebanhos caso não sejam adoptadas medidas de adaptação.
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