Energia
Moçambique e a Coreia do Sul lançaram nesta quarta-feira (1) o projecto de construção de uma central fotovoltaica na vila de Nkantha, província de Tete, avaliado em 12 milhões de dólares que visa ampliar o acesso à energia limpa em zonas rurais.
De acordo com um comunicado de imprensa do Fundo de Energia recebido na nossa redacção, a infra-estrutura, com capacidade máxima de 750 quilowatts-pico (kWp), deverá assegurar, numa primeira fase, mais de 1.200 ligações eléctricas, beneficiando residências, serviços públicos e actividades produtivas locais.
A nossa fonte frisa que o projecto resulta de um acordo firmado em Fevereiro último entre o Governo moçambicano, através dos Ministérios dos Recursos Minerais e Energia e das Finanças, e o Governo sul-coreano, por meio do Korea Institute for Advancement of Technology (KIAT).
As obras que iniciaram oficialmente com o lançamento do projecto, deverão terminar dentro de oito meses, dando mais um contributo para a diversificação da matriz energética nacional e acelerar a transição para fontes renováveis.
Na cerimónia de lançamento, a Secretária de Estado na província de Tete, Cristina Mafumo, citada na nota recebida na nossa redacção, instou os responsáveis a garantirem celeridade e resiliência na implementação, sublinhando o impacto do projecto no desenvolvimento socioeconómico local.
Por sua vez, o embaixador da Coreia do Sul em Moçambique, Bok Won Kang, afirmou que o fornecimento de energia estável deverá impulsionar melhorias na educação, saúde e dinamização económica das comunidades abrangidas.
A central de Nkantha surge num contexto em que Moçambique aposta na expansão do acesso à energia sustentável, particularmente em áreas remotas, como parte da sua estratégia de desenvolvimento inclusivo, em consonância com a meta da universalização do acesso à energia até 2030.
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