Sociedade
O Governo do Reino dos Países Baixos lançou, recentemente, um projecto visando a gestão integrada e transfronteiriça das bacias hidrográficas dos rios Incomati e Maputo, envolvendo Moçambique, África do Sul e o Reino de Eswatini.
Denominado VUNWE, sigla que significa Revitalizando, Unificando e Promovendo o Empoderamento na Gestão de Recursos Hídricos entre Vizinhos, o projecto foi apresentado pela embaixadora dos Países Baixos em Moçambique, Elsbeth Akkerman, na cidade de Mbabane, capital de Eswatini.
Com duração prevista de quatro anos (2026–2029) e um financiamento de cerca de 7 milhões de euros, a iniciativa pretende reforçar a capacidade institucional e promover a gestão sustentável dos recursos hídricos nos três países.
Segundo apuramos, entre os principais objectivos destacam-se a melhoria da integração na gestão da água, o reforço da monitoria, a introdução de tecnologias e a capacitação de recursos humanos, com enfoque na cooperação transfronteiriça.
O projecto abrange, no Sul de Moçambique, a Comissão de Gestão das Bacias dos Rios Incomati e Maputo, e, na região centro, a Comissão de Gestão das Bacias do Buzi, Save e Púnguè.
Fonte ligada ao projecto disse que a alocação de fundos prevê três milhões de euros para a BUPUSACOM ( Buzi, Púnguè e Save Commission – na designação inglesa), 2 milhões para a INMACOM (Incomati and Maputo Watercourse Commission) e 1,1 milhão de euros para um consórcio de organizações regionais e internacionais ligadas à gestão da água, liderado pelo IHE Delft (Institute for Water Education).
Na condição de país a jusante, Moçambique desempenha um papel estratégico na gestão integrada dos recursos hídricos na África Austral, sendo particularmente vulnerável a eventos extremos como cheias.
A iniciativa visa, sobretudo, reduzir os impactos das inundações e promover uma utilização sustentável dos recursos hídricos.
Até 2029, espera-se que a INMACOM se torne uma instituição mais robusta, transparente, equitativa e sustentável.
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