Biodiversidade

Desmatamento persistente e queimadas aceleram perda florestal em Moçambique

Moçambique está a perder, anualmente, cerca de 267 mil hectares de florestas, numa tendência sustentada por queimadas descontroladas e desmatamento, apontam dados da Direcção Nacional das Florestas e Fauna Bravia.

A dimensão das perdas reflecte uma pressão crescente sobre os recursos florestais, impulsionada sobretudo pela expansão agrícola e pela produção desordenada de carvão vegetal.

Falando em Matutuíne, durante as celebrações do Dia Internacional das Florestas, o director nacional das Florestas, Imede Falume, reconheceu que os níveis de desmatamento permanecem elevados, apesar dos esforços de gestão comunitária.

O fenómeno está ligado à forte dependência das comunidades em relação às florestas para subsistência, o que mantém um padrão de exploração difícil de travar no curto prazo.

Moçambique dispõe de cerca de 34 milhões de hectares de florestas, mas a redução contínua dessa área evidencia fragilidades no controlo e na adopção de práticas sustentáveis.

Na província de Maputo, uma das mais afectadas, a pressão combina queimadas, expansão habitacional e actividades agropecuárias, agravando a degradação dos ecossistemas.

Dados locais indicam que mais de 50 mil hectares necessitam actualmente de reflorestamento, sinalizando um passivo ambiental em crescimento.

Como resposta, operadores florestais têm reforçado a produção de mudas, enquanto autoridades apostam na sensibilização comunitária, numa tentativa de travar uma tendência que ameaça a sustentabilidade do recurso.

 

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