Agricultura
A Primeira-Ministra (PM), Benvinda Levi, empossou esta quinta-feira, em Maputo, Lúcia Luciano da Cruz no cargo de directora-geral do Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR).
A nova dirigente assume funções com a missão de melhorar o acesso a insumos de qualidade, expandir a mecanização agrária e reforçar a transferência de tecnologias, com enfoque no sector familiar.
No seu discurso de ocasião, Levi desafiou a nova liderança a adoptar uma postura mais proactiva na dinamização do sector e realçou a necessidade de uma mudança de paradigma, passando da simples distribuição de insumos para um modelo de comparticipação dos produtores.
Segundo explicou, esta abordagem visa reforçar o envolvimento e a responsabilidade dos beneficiários nos processos produtivos.
Levi sublinhou que o sucesso destas medidas dependerá de uma coordenação eficaz entre o Governo, parceiros de cooperação e o sector privado.
O objectivo é mobilizar recursos financeiros e técnicos capazes de sustentar o crescimento da produção agrária.
O Executivo mantém como prioridade o aumento da produção e produtividade, sobretudo de produtos da cesta básica.
A meta passa por reduzir importações e consolidar a agricultura como base da soberania alimentar e da estabilidade social.
Neste contexto, o FAR é apontado como um instrumento estratégico para a transformação da agricultura nacional.
A instituição deverá intensificar o financiamento agrário, com linhas de crédito ajustadas aos ciclos produtivos.
Estão igualmente previstos mecanismos de garantia e soluções de seguro agrícola.
A PM defendeu ainda uma governação assente na transparência, com critérios claros de selecção e monitoria rigorosa.
O enfoque, concluiu, deve estar orientado para resultados concretos no aumento da produção e no abastecimento da indústria nacional.
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