Política

Governo finaliza plano de reconstrução após cheias

O Governo moçambicano está a finalizar o Plano de Reconstrução Pós-Cheias 2026, instrumento que deverá orientar, a médio prazo, a recuperação da capacidade produtiva e a reconstrução de infraestruturas destruídas pelas inundações que atingiram a região sul do país este ano.

A informação foi avançada pela primeira-ministra, Benvinda Levi, durante a sessão de perguntas ao Governo na Assembleia da República.

Segundo Levi, o plano prevê a reconstrução definitiva e resiliente de infraestruturas económicas e sociais, bem como a restauração dos meios de subsistência das populações afectadas.

A governante afirmou que as cheias registadas este ano tiveram grande magnitude, afectando não apenas zonas habitualmente vulneráveis, mas também regiões que historicamente não eram atingidas por este tipo de fenómeno.

Ainda assim, destacou que o sistema de aviso prévio permitiu sensibilizar e mobilizar, em tempo útil, a retirada de pessoas das áreas de maior risco.

Levi manifestou, contudo, preocupação com o facto de algumas populações não terem acatado os alertas emitidos pelas autoridades, alegando não acreditar que seriam afectadas ou receando furtos de bens e animais.

Essa situação obrigou, segundo o Governo, as autoridades a proceder à retirada compulsiva de pessoas de zonas já sitiadas pelas águas, com o objectivo de salvar vidas.

Perante este cenário, o Governo voltou a apelar às populações para seguirem os avisos oficiais sempre que forem emitidos.

Aposta na adaptação climática

Ao mesmo tempo, o executivo diz estar a reforçar medidas de prevenção e adaptação aos eventos climáticos extremos.

Entre as acções previstas estão o fortalecimento do sistema de alerta prévio, o mapeamento de zonas de risco e o reassentamento de comunidades em áreas seguras.

O plano inclui também a construção de infraestruturas resilientes às mudanças climáticas, como estradas, pontes, edifícios públicos e sistemas de energia.
Na área de gestão hídrica, o Governo pretende acelerar a reabilitação e construção de barragens, represas, diques e sistemas de drenagem.

Levi acrescentou que o país está a mobilizar investimentos públicos e privados, incluindo parcerias público-privadas, para infraestruturas hidráulicas estratégicas, entre elas as barragens de Moamba Major, no rio Incomáti, Mapai, no rio Limpopo, e Revúbuè, no rio Zambeze.

Estão igualmente previstos sistemas de protecção e diques em zonas vulneráveis como Chókwè, Xai-Xai, Ilha Josina Machel, Nova Mambone, Caia, Marromeu e Nante.

Segundo a primeira-ministra, estas medidas visam tornar o país mais seguro e resiliente face às calamidades naturais.

Compartilhar