Clima

Trump rejeita agenda climática e chama aquecimento global de “embuste”

Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, voltou a atacar as políticas de combate às alterações climáticas, classificando-as como “fraudes” e “ameaças à economia mundial”.

Falando nesta terça-feira (23), durante a 80.ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, Trump acusou os países europeus de “destruírem as suas economias” ao apostar nas energias renováveis e defendeu que medidas ambientais representam “suicídio económico”.

“Se continuarem nesse caminho, os vossos países vão falhar”, afirmou, dirigindo-se às delegações da União Europeia.

O líder norte-americano considerou o conceito de “pegada de carbono” uma invenção “com más intenções” e acusou ambientalistas de quererem “acabar com vacas, indústrias e empregos”.

Apontou ainda a Alemanha como exemplo positivo, por ter recuado em metas verdes e reativado centrais a carvão e nuclear.

Trump sublinhou que a produção interna de petróleo, gás e carvão permitiu aos EUA reduzir os preços de energia e assumir-se como “o maior exportador mundial” de combustíveis fósseis.

“Temos carvão limpo e bonito. Não precisamos de subsídios nem de ilusões”, declarou.

Criticando directamente a ONU, Trump desvalorizou previsões de catástrofes climáticas, dizendo que “nunca se concretizaram” e que representam “as maiores mentiras da história”.

“Primeiro era o arrefecimento global, depois o aquecimento, agora são as alterações climáticas. É o maior embuste já feito à humanidade”, afirmou.

Ao encerrar o discurso, Trump reiterou que a “energia verde suicida” está a enfraquecer a Europa e defendeu que apenas países que mantêm “fronteiras fortes e energia fiável” podem garantir prosperidade.

Compartilhar