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REVISTA TERRA A Voz do Agro e Ambiente
Cotações ICM
Cabo Delgado · Arroz: 28.12 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mapira: 25.55 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mexoeira: 40.83 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Milho: 17.46 MZN / kg (0%) Gaza · Arroz casca: 25.67 MZN / kg (0%) Gaza · Milho: 21.40 MZN / kg (0%) Inhambane · Arroz (casca): 41.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Mapira: 60.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Milho Branco: 48.33 MZN / kg (0%) Manica · Arroz: 22.50 MZN / kg (0%) Manica · Mapira: 16.58 MZN / kg (0%) Manica · Mexoeira: 15.04 MZN / kg (0%) Manica · Milho: 19.17 MZN / kg (0%) Maputo · Arroz: 70.63 MZN / kg (0%) Maputo · Milho Branco: 44.58 MZN / kg (0%) Nampula · Arroz: 22.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mapira: 20.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mexoeira: 30.00 MZN / kg (0%) Nampula · Milho: 19.32 MZN / kg (0%) Niassa · Arroz: 67.20 MZN / kg (0%) Niassa · Mapira: 15.00 MZN / kg (0%) Niassa · Milho: 15.61 MZN / kg (0%) Sofala · Arroz: 40.00 MZN / kg (0%) Sofala · Mapira: 24.20 MZN / kg (0%) Sofala · Mexoeira: 14.00 MZN / kg (0%) Sofala · Milho: 22.08 MZN / kg (0%) Tete · Arroz: 59.33 MZN / kg (0%) Tete · Milho: 15.93 MZN / kg (0%) Zambézia · Arroz: 24.47 MZN / kg (0%) Zambézia · Milho: 14.36 MZN / kg (0%)
Agricultura 1 ano atrás

MAAP suspende suspeito concurso de digitalização do IAOM

O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP) anunciou, nesta quarta-feira (27), a suspensão temporária do concurso para a contratação de serviços de desenvolvimento e operação de uma plataforma de digitalização das cadeias de valor de algodão, oleaginosas e produtos alimentares.

O processo, lançado pelo Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM), foi interrompido devido a alegadas suspeitas de conflito de interesse envolvendo o ministro Roberto Miro Albino.

Em comunicado de imprensa, o MAAP informou que foi acionada a Inspeção-Geral do Ministério para “aferir in loco o processo em alusão junto do IAOM, I.P., visando atestar a conformidade legal do mesmo, enquanto se aguarda pelo pronunciamento ulterior das entidades competentes”.

O documento acrescenta que, “enquanto decorrem os trabalhos da Inspeção, internamente, os processos relacionados com o concurso estarão suspensos e, tão logo tenhamos novos desenvolvimentos, prestaremos a devida informação ao público, assegurando que o MAAP se rege por princípios de independência, imparcialidade e isenção”.

Na terça-feira (26), o porta-voz do Conselho de Ministros escusou-se de se alongar sobre o assunto, mas afirmou que, caso se confirme falta de transparência, a Procuradoria-Geral da República deverá averiguar possíveis irregularidades.

Ministro demarca-se

O ministro Roberto Albino negou qualquer envolvimento ou benefício particular no processo de adjudicação em causa.

O projeto, avaliado em 130 milhões de meticais, foi adjudicado pelo IAOM — um instituto público tutelado pelo MAAP — à empresa Future Technologies of Mozambique, SA.

De acordo com o Centro de Integridade Pública (CIP), a empresa vencedora foi criada apenas quatro meses antes do concurso, e a adjudicação “levanta sérias suspeitas de violação da Lei de Probidade Pública (LPP) e do Regulamento de Contratação Pública, uma vez que a empresa vencedora possui ligações empresariais com o ministro que tutela a entidade adjudicante”, numa clara referência a Roberto Albino.

Face às suspeitas, o MAAP reiterou, no mesmo comunicado, que o ministro não tem qualquer ligação à Future Technologies.

“Não constitui verdade que o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas é acionista da empresa Flamingo, Lda, que tem posição societária na Future Technologies, vencedora do concurso”, lê-se na nota.

Segundo o Ministério, o governante possui apenas 2% de participação numa sociedade denominada Dona Wafica, SA, onde a Flamingo, Lda, também é acionista, com uma quota de 24%.

O comunicado frisa ainda que a Dona Wafica “não faz, nem fez parte de nenhum concurso no Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas”.

Por fim, o MAAP assegura que a direção do Ministério “não teve nenhum envolvimento no procedimento de contratação”, considerando as suspeitas como “uma tentativa premeditada de confundir a opinião pública”.

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