
O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou, esta terça-feira (1), Felisberto Dinis Navalha para o cargo de Governador do Banco de Moçambique, numa reviravolta na liderança do banco central que ocorre menos de 24 horas depois da nomeação de Waldemar Fernando de Sousa para a mesma função.
Navalha, economista com uma carreira de cerca de três décadas ligada ao Banco de Moçambique, é mestre em Economia do Desenvolvimento pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e possui experiência nas áreas de estudos económicos, estatística, política monetária e gestão. Foi administrador do banco central e integrou o Conselho de Administração da instituição.
A nova nomeação surge na sequência da revogação (pelo Chefe de Estado) dos despachos de 31 de Agosto, através dos quais Waldemar Fernando de Sousa havia sido nomeado governador e Felisberto Navalha vice-governador do Banco de Moçambique.
A Presidência da República justificou a revogação com a ocorrência de “questões supervenientes”.
A revogação da nomeação de Waldemar de Sousa ocorre num contexto em que a sua indicação para governador havia suscitado debate público devido à sua ligação a um processo judicial relacionado com o caso das chamadas dívidas ocultas, o que, ao que tudo indica, terá pesado para a repentina dança de cadeira.
Para o cargo de vice-governadora, o Presidente da República nomeou Benedita Maria Guimino, administradora do Banco de Moçambique que vinha dirigindo o pelouro de Estabilidade Financeira. Guimino possui uma longa carreira no banco central e integra o Conselho de Administração da instituição desde 2019.
Com a nova composição, Felisberto Navalha e Benedita Guimino assumem a liderança de uma instituição responsável pela condução da política monetária e cambial, gestão das disponibilidades externas do país e supervisão das instituições financeiras.
A mudança acontece num momento particularmente importante para a economia moçambicana, colocando sobre a nova liderança do Banco de Moçambique o desafio de preservar a estabilidade monetária e financeira e reforçar a confiança no sistema financeiro nacional.
