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REVISTA TERRA A Voz do Agro e Ambiente
Cotações ICM
Cabo Delgado · Arroz: 28.12 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mapira: 25.55 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mexoeira: 40.83 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Milho: 17.46 MZN / kg (0%) Gaza · Arroz casca: 25.67 MZN / kg (0%) Gaza · Milho: 21.40 MZN / kg (0%) Inhambane · Arroz (casca): 41.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Mapira: 60.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Milho Branco: 48.33 MZN / kg (0%) Manica · Arroz: 22.50 MZN / kg (0%) Manica · Mapira: 16.58 MZN / kg (0%) Manica · Mexoeira: 15.04 MZN / kg (0%) Manica · Milho: 19.17 MZN / kg (0%) Maputo · Arroz: 70.63 MZN / kg (0%) Maputo · Milho Branco: 44.58 MZN / kg (0%) Nampula · Arroz: 22.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mapira: 20.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mexoeira: 30.00 MZN / kg (0%) Nampula · Milho: 19.32 MZN / kg (0%) Niassa · Arroz: 67.20 MZN / kg (0%) Niassa · Mapira: 15.00 MZN / kg (0%) Niassa · Milho: 15.61 MZN / kg (0%) Sofala · Arroz: 40.00 MZN / kg (0%) Sofala · Mapira: 24.20 MZN / kg (0%) Sofala · Mexoeira: 14.00 MZN / kg (0%) Sofala · Milho: 22.08 MZN / kg (0%) Tete · Arroz: 59.33 MZN / kg (0%) Tete · Milho: 15.93 MZN / kg (0%) Zambézia · Arroz: 24.47 MZN / kg (0%) Zambézia · Milho: 14.36 MZN / kg (0%)
Mercado 5 horas atrás

Preço de referência da castanha de caju atinge novo recorde

O preço de referência da castanha de caju para a campanha 2026/27 foi fixado em 48 meticais por quilograma, valor mais alto alcançado entre os principais intervenientes da cadeia de valor na história das negociações entre as partes, na presente década.
O consenso foi alcançado na I sessão anual do Comité de Amêndoas, órgão que reúne o Governo, associações de produtores, exportadores e representantes do sector industrial.
O valor representa um aumento de três meticais por quilograma em relação ao preço de referência da campanha anterior, estabelecendo um novo máximo nacional.

               

O aumento ocorre, entretanto, num contexto de mudanças na política de apoio aos produtores, com o Governo a anunciar o fim do subsídio de insumos que vinha sendo disponibilizado ao sector, com destaque para pesticidas e outros serviços destinados a impulsionar a produção.
Por conta deste facto, os produtores olham para o contexto com sabor amargo, apesar do maior preço que conseguiram alcançar.
“Vínhamos sempre a receber ajuda na aquisição de pesticidas, o que já não acontece actualmente. Esta situação vai reduzir a qualidade e a quantidade da produção no sector familiar que, por estar descapitalizado, pode gerar desistência na aposta nesta cultura”, disse Milagre Siqueira, em representação dos produtores.
Os produtores defendem, assim, que o aumento do preço de referência deve ser acompanhado por medidas que permitam ao sector familiar manter ou elevar os níveis de produção e produtividade.
O Governo, por seu turno, considera que o sector deve caminhar para uma maior autonomia e assumir a produção de castanha como uma actividade de negócio, reduzindo a dependência dos apoios estatais.
A campanha 2026/27 inicia, deste modo, com um preço de referência recorde, mas também com o desafio de garantir que a valorização da castanha se traduza em maior produção e melhores rendimentos para os produtores.
Refira-se que o valor já consensualizado, deverá ser aprovado, em breve, pelo Conselho de Ministros, órgão a quem cabe validar os preços e determinar a sua aplicação.

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