
O Governo quer uma maior integração do agronegócio nas cadeias de valor nacionais, aproximando os produtores do processamento e as unidades de transformação dos mercados, para aumentar a produtividade, o rendimento no campo e o valor acrescentado gerado pela agricultura.
A orientação foi apresentada este sábado (5) pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, no encerramento da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), onde considerou o agronegócio um dos pilares da economia e da segurança alimentar de Moçambique.
Levi defendeu a adopção de tecnologias agrícolas mais eficientes e resilientes às mudanças climáticas, associada ao aumento da produtividade e ao desenvolvimento de cadeias de valor capazes de gerar maiores rendimentos para os produtores e mais valor para a economia.
A Primeira-Ministra enquadrou esta aposta numa transformação mais ampla da economia, que passa por industrializar e processar internamente uma maior parte das matérias-primas produzidas no país.
Segundo afirmou, Moçambique não pode continuar excessivamente dependente da exportação de matérias-primas sem transformação.
Para o Governo, o desafio passa agora por transformar as oportunidades identificadas na FACIM em negócios concretos. Os contactos estabelecidos entre produtores, empresas e investidores deverão resultar em contratos, investimentos, unidades de processamento e explorações agrícolas, contribuindo para criar emprego e aumentar os rendimentos das famílias.
