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REVISTA TERRA A Voz do Agro e Ambiente
Cotações ICM
Cabo Delgado · Arroz: 28.12 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mapira: 25.55 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mexoeira: 40.83 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Milho: 17.46 MZN / kg (0%) Gaza · Arroz casca: 25.67 MZN / kg (0%) Gaza · Milho: 21.40 MZN / kg (0%) Inhambane · Arroz (casca): 41.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Mapira: 60.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Milho Branco: 48.33 MZN / kg (0%) Manica · Arroz: 22.50 MZN / kg (0%) Manica · Mapira: 16.58 MZN / kg (0%) Manica · Mexoeira: 15.04 MZN / kg (0%) Manica · Milho: 19.17 MZN / kg (0%) Maputo · Arroz: 70.63 MZN / kg (0%) Maputo · Milho Branco: 44.58 MZN / kg (0%) Nampula · Arroz: 22.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mapira: 20.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mexoeira: 30.00 MZN / kg (0%) Nampula · Milho: 19.32 MZN / kg (0%) Niassa · Arroz: 67.20 MZN / kg (0%) Niassa · Mapira: 15.00 MZN / kg (0%) Niassa · Milho: 15.61 MZN / kg (0%) Sofala · Arroz: 40.00 MZN / kg (0%) Sofala · Mapira: 24.20 MZN / kg (0%) Sofala · Mexoeira: 14.00 MZN / kg (0%) Sofala · Milho: 22.08 MZN / kg (0%) Tete · Arroz: 59.33 MZN / kg (0%) Tete · Milho: 15.93 MZN / kg (0%) Zambézia · Arroz: 24.47 MZN / kg (0%) Zambézia · Milho: 14.36 MZN / kg (0%)
Sociedade 2 meses atrás

Clima agrava crise dos deslocados em Moçambique

Mais de 663 mil pessoas encontram-se em situação de deslocação interna em Moçambique, devido, entre outros factores, aos efeitos das mudanças climáticas e da violência armada em Cabo Delgado, colocando uma pressão crescente sobre a habitação, o acesso à terra e a capacidade das comunidades de acolhimento.

Dados apresentados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que 84 dos 154 distritos do país possuem pelo menos um centro de acomodação de pessoas deslocadas.

O cenário evidencia como eventos climáticos extremos e conflitos estão a alterar os padrões de ocupação do território e a aumentar a procura por soluções habitacionais resilientes.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira, em Maputo, durante um fórum organizado em parceria com a ONU-Habitat, dedicado à discussão de soluções para garantir habitação condigna às populações deslocadas.

Na abertura do encontro, Leovigildo Marcos, da área de coordenação da reconstrução pós-desastres do INGD, defendeu maior articulação entre as instituições e alertou para a necessidade de transformar os instrumentos de planificação em acções concretas.

“Precisamos unir as nossas valências para as pessoas em situação crítica. Os nossos documentos estratégicos para o bem das pessoas deslocadas não devem ser meramente cosméticos, precisam ser transformados e colocados na prática”, afirmou, acrescentando que “o financiamento deve estar no centro dos planos e programas de apoio a deslocados”.

A pressão sobre a terra constitui um dos desafios para a criação de soluções habitacionais definitivas.

A expansão de assentamentos em zonas que precisam de ser avaliadas quanto à sua exposição a cheias, ciclones, erosão e outros riscos ambientais torna a planificação territorial uma componente essencial da resposta ao deslocamento.

Para as Nações Unidas, a resposta ao deslocamento deve ir além da disponibilização de abrigo, incorporando soluções duráveis, ambientalmente adequadas e capazes de garantir às famílias condições de vida dignas e seguras.

A Coordenadora das Nações Unidas em Moçambique, Catherine Sozi, defendeu que as populações deslocadas devem ter voz nas decisões sobre o seu futuro, incluindo a possibilidade de regressar às zonas de origem, permanecer onde se encontram ou escolher outro local para viver.

“O propósito desta reunião é procurar soluções sustentáveis e possibilidade de escolha para as pessoas, para quando elas decidirem voltar para casa, ou para onde elas quiserem ir, e ficar onde elas estão, lhes sejam fornecidas uma qualidade de vida que seja igual à sua e à minha, e que as decisões sejam voluntárias”, afirmou.

A questão ambiental ganha particular importância num país vulnerável a ciclones, cheias, secas e outros eventos extremos.

Para além de provocar deslocamentos, estes fenómenos podem destruir habitações, infra-estruturas e meios de subsistência, obrigando comunidades afectadas a procurar novos espaços para viver e aumentando a pressão sobre os recursos naturais e os territórios de acolhimento.

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