|
REVISTA TERRA A Voz do Agro e Ambiente
Câmbio
Dirham dos Emirados / Metical: 17.40 MZN / 1 AED (+0.09%) Dólar Americano / Metical: 63.90 MZN / 1 USD (+0.15%) Dólar Australiano / Metical: 41.95 MZN / 1 AUD (-0.11%) Euro / Metical: 74.25 MZN / 1 EUR (-0.22%) Iene Japonês / Metical: 0.43 MZN / 1 JPY (+0.05%) Libra Esterlina / Metical: 85.60 MZN / 1 GBP (+0.31%) Rand Sul-Africano / Metical: 3.55 MZN / 1 ZAR (0.00%) Real Brasileiro / Metical: 11.80 MZN / 1 BRL (-0.14%) Rupia Indiana / Metical: 0.76 MZN / 1 INR (0.00%) Yuan Chinês / Metical: 8.90 MZN / 1 CNY (-0.08%)
Reportagem 1 ano atrás

Já não se produz como antes em Estevele

– Com o efeito das mudanças climáticas, falta de técnicas adequadas e o recurso apenas ao conhecimento ancestral, parte dos agricultores do sector familiar dizem que “já não há sintonia entre a terra e o camponês”.

Texto: William Mapote: Foto: MADER

Vão longos anos em que o distrito de Boane, extremo sul da província de Maputo, era uma das regiões a ter em conta no que à produção agrária diz respeito. Nos anos que correm, só os grandes produtores podem, por vezes, se dar por contentes, porque para quem pratica a agricultura familiar, a conclusão é de que a terra não mais parece a mesma, havendo mesmo vezes em que o trabalho do cultivo, não é mais do que um passa tempo.

Num dos distritos com grande potencial agrícola, a Revista Terra escalou a região de Estevele, na localidade de Gueguegue, mais concretamente, as povoações de Matchume e Nwakhombo, onde ouviu estórias de quem vive da terra, que hoje pouco dá, comparado com outros tempos.

Sara Gune abraçou a produção agrícola há mais de uma década. Em terras que antes eram apenas campos de produção, vê hoje as zonas de cultivo a serem cada vez reduzidas pelo avanço da urbanização, que vai levando mais betão ao invés da sementes. Olha para trás e diz que ser agricultor familiar hoje, já não é mais a mesma coisa.

Para a presente campanha, por exemplo, conta com cerca de dois hectares de terra cultivada, onde fez uma combinação de estacas de mandioqueira, amendoim e milho. No entanto, o verde que era suposto abundar por estas alturas é substituído por folhas castanhas, fazendo antever uma produção completamente perdida.

“Preparamos a terra, semeamos e tudo germinou sem problemas. Mas do nada, o calor ficou intenso e as culturas secaram” lamentou.

A alternância entre calor intenso e chuva fortes, muitas vezes “fora da época”, são uma  combinação letal para os pequenos produtores, em quase todo o país.

Sara Gune lembra dos tempos em que “havia uma sintonia entre o camponês e a natureza” que se traduzia em resultados bem positivos.

“Preparávamos a terra e lançávamos as sementes. A chuva caiu de forma regular, daí que conseguíamos ter boa colheita, no que concerne ao amendoim, milho e mandioca”, recordou. Leia mais

siga-nos

Ao vivo

Radio +Agro

A voz do agro e ambiente

Ouvir agora