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Cotações ICM
Cabo Delgado · Arroz: 28.12 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mapira: 25.55 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mexoeira: 40.83 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Milho: 17.46 MZN / kg (0%) Gaza · Arroz casca: 25.67 MZN / kg (0%) Gaza · Milho: 21.40 MZN / kg (0%) Inhambane · Arroz (casca): 41.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Mapira: 60.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Milho Branco: 48.33 MZN / kg (0%) Manica · Arroz: 22.50 MZN / kg (0%) Manica · Mapira: 16.58 MZN / kg (0%) Manica · Mexoeira: 15.04 MZN / kg (0%) Manica · Milho: 19.17 MZN / kg (0%) Maputo · Arroz: 70.63 MZN / kg (0%) Maputo · Milho Branco: 44.58 MZN / kg (0%) Nampula · Arroz: 22.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mapira: 20.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mexoeira: 30.00 MZN / kg (0%) Nampula · Milho: 19.32 MZN / kg (0%) Niassa · Arroz: 67.20 MZN / kg (0%) Niassa · Mapira: 15.00 MZN / kg (0%) Niassa · Milho: 15.61 MZN / kg (0%) Sofala · Arroz: 40.00 MZN / kg (0%) Sofala · Mapira: 24.20 MZN / kg (0%) Sofala · Mexoeira: 14.00 MZN / kg (0%) Sofala · Milho: 22.08 MZN / kg (0%) Tete · Arroz: 59.33 MZN / kg (0%) Tete · Milho: 15.93 MZN / kg (0%) Zambézia · Arroz: 24.47 MZN / kg (0%) Zambézia · Milho: 14.36 MZN / kg (0%)
Mercado 9 meses atrás

Governo entrega ao ICM importação de arroz e trigo para travar fuga de divisas

Sector privado contesta a decisão e acusa o governo de estar a ser “jogador e árbitro” em simultâneo.

O Governo moçambicano atribuiu ao Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) a exclusividade na importação de arroz e trigo, numa medida que visa travar a exportação ilegal de divisas associada à sobre-facturação e duplicação de facturas destes produtos.

A decisão consta de uma deliberação do Ministério da Economia, datada de 31 de Dezembro de 2025, e entra em vigor a partir de Fevereiro para o arroz e de Maio para o trigo.

Segundo o documento, a medida pretende criar um mecanismo transparente de importação, garantir a estabilidade dos preços internos, assegurar o abastecimento nacional, incentivar a produção local e reforçar a autoridade do Estado na gestão de bens estratégicos.

O diploma estabelece ainda que os mecanismos e procedimentos operacionais de importação serão aprovados pelo ministro que superintende a área do Comércio Externo, devendo observar a política económica e os interesses do Estado.

Refira-se que o arroz é actualmente o alimento mais consumido pelas famílias moçambicanas e a sua importação representa um dos maiores encargos da balança comercial.

Dados do Banco de Moçambique indicam que, apenas no primeiro trimestre do ano passado, o país gastou 63,1 milhões de dólares na importação do cereal.

Privados contestam

Reunida nesta terça-feira numa sessão para analisar o diploma, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) manifestou inconformismo com a decisão.

No seu entender, a implementação do diploma “pode comprometer severamente a competitividade das indústrias nacionais, elevar os custos de produção e, consequentemente, o preço ao consumidor criando barreiras que podem isolar o mercado moçambicano e gerar retaliações comerciais”.

Perante este inconformismo, o sector privado decidiu criar uma comissão de trabalho especializada que, “nos próximos dias, se reunirá com o Governo para apresentar os constrangimentos do sector e buscar soluções conjuntas que garantam a sustentabilidade das empresas e a segurança alimentar do país”.

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