
O fenómeno El Niño consolidou-se e poderá estar entre os episódios mais fortes registados desde 1950, levando as autoridades moçambicanas a activar planos de acção antecipada contra a seca em 20 distritos.
A actualização consta de um comunicado do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), emitido esta segunda-feira (21), que aponta Outubro de 2026 a Fevereiro de 2027 como o período de maior intensidade do fenómeno, com possibilidade de prolongamento até Maio.
O principal impacto esperado será um défice significativo de precipitação entre Janeiro e Março de 2027, período que poderá agravar as condições para a produção agrícola e a disponibilidade de água em várias regiões do país.
De acordo com a actualização, o impacto severo deverá atingir distritos das províncias de Tete, Sofala, Manica, Inhambane e Gaza.
Em Tete, estão abrangidos Changara, Marara, Magoé, Mutarara, Chiúta, Doa e Cahora Bassa. Em Sofala, a previsão inclui Caia, Chemba, Machanga, Muanza e Chibabava.
Na província de Manica, o impacto severo é previsto para Guro, Tambara e Macossa, enquanto em Inhambane inclui Govuro, Mabote e Massinga. Em Gaza, estão indicados Chibuto e Massingir.
O INAM identifica ainda impacto moderado em distritos de Maputo, Gaza, Inhambane e Cabo Delgado.
Recorda-se que perante estas previsões, o Conselho Técnico de Gestão de Desastres (CTGD) activou, recentemente, os Planos de Acções Antecipadas (PAA) à seca nos distritos abrangidos.
Entre as medidas recomendadas está a distribuição de sementes resistentes à seca, a reabilitação de furos de água para consumo humano e o reforço das medidas de protecção do gado, incluindo a garantia de água e pasto.
As autoridades recomendam igualmente a sensibilização das comunidades para o uso racional da água e a promoção de práticas de agricultura de conservação.
O comunicado recomenda ainda a elaboração ou actualização dos planos de acção antecipada ao nível distrital e o reforço da coordenação com os parceiros de cooperação.
A actualização surge na sequência dos alertas já emitidos sobre os possíveis efeitos do El Niño na próxima época chuvosa e agrícola.
