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REVISTA TERRA A Voz do Agro e Ambiente
Cotações ICM
Cabo Delgado · Arroz: 28.12 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mapira: 25.55 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mexoeira: 40.83 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Milho: 17.46 MZN / kg (0%) Gaza · Arroz casca: 25.67 MZN / kg (0%) Gaza · Milho: 21.40 MZN / kg (0%) Inhambane · Arroz (casca): 41.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Mapira: 60.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Milho Branco: 48.33 MZN / kg (0%) Manica · Arroz: 22.50 MZN / kg (0%) Manica · Mapira: 16.58 MZN / kg (0%) Manica · Mexoeira: 15.04 MZN / kg (0%) Manica · Milho: 19.17 MZN / kg (0%) Maputo · Arroz: 70.63 MZN / kg (0%) Maputo · Milho Branco: 44.58 MZN / kg (0%) Nampula · Arroz: 22.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mapira: 20.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mexoeira: 30.00 MZN / kg (0%) Nampula · Milho: 19.32 MZN / kg (0%) Niassa · Arroz: 67.20 MZN / kg (0%) Niassa · Mapira: 15.00 MZN / kg (0%) Niassa · Milho: 15.61 MZN / kg (0%) Sofala · Arroz: 40.00 MZN / kg (0%) Sofala · Mapira: 24.20 MZN / kg (0%) Sofala · Mexoeira: 14.00 MZN / kg (0%) Sofala · Milho: 22.08 MZN / kg (0%) Tete · Arroz: 59.33 MZN / kg (0%) Tete · Milho: 15.93 MZN / kg (0%) Zambézia · Arroz: 24.47 MZN / kg (0%) Zambézia · Milho: 14.36 MZN / kg (0%)
Agricultura 1 ano atrás

Estudo revela falhas estruturais na cadeia de produção de arroz em Sofala

Um estudo preliminar encomendado pelo programa Mangwana revela que, apesar do grande potencial agro-climático para a produção de arroz nos distritos de Beira, Dondo, Nhamatanda e Búzi, a produtividade continua extremamente baixa devido ao uso limitado de insumos modernos e à fraca assistência técnica aos produtores.

Realizado por uma equipa de consultores independentes e supervisionado pela TechnoServe Moçambique, o levantamento identificou que mais de 95% da produção nacional de arroz é feita por pequenos agricultores em regime de sequeiro, com rendimentos médios abaixo de 1 tonelada por hectare.

Apenas uma minoria dos produtores utiliza sementes certificadas ou tem acesso regular a fertilizantes, pesticidas ou herbicidas – defende o estudo, consultado pela Revista Terra.

Segundo o relatório, os produtores ainda confundem grãos com sementes e desconhecem normas básicas de cultivo, o que contribui para práticas agronómicas desajustadas, como a sementeira a lanço e a não realização de nivelamento de campos.

O estudo recomenda intervenções urgentes, incluindo treinamentos práticos, implementação de campos de demonstração de resultados e o fortalecimento de parcerias público-privadas.

“Apenas com acesso a sementes melhoradas, capacitação técnica contínua e estratégias de mercado integradas será possível elevar a produtividade e reduzir a dependência de importações”, lê-se no documento.

O distrito de Búzi é apontado como zona prioritária para multiplicação de sementes, por dispor de regadios reabilitados, embora muitos ainda enfrentem falhas técnicas e elevados custos de energia.

Financiado pela Embaixada do Reino dos Países Baixos, o programa Mangwana pretende beneficiar mais de 227 mil pessoas até 2028, promovendo segurança alimentar, inclusão de jovens e mulheres e práticas agrícolas resilientes às mudanças climáticas.

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