
Dados actualizados indicam que onze distritos do Sul e Centro serão severamente afectados pela seca, resultante do pior El Niño desde 1950.
O fenómeno El Niño continua a intensificar-se e poderá atingir um dos níveis de intensidade mais elevados registados desde 1950, com impactos extremos para pelo menos 11 distritos das regiões Sul e Centro do país.
Os dados, que voltam a confirmar todas as previsões anteriores, foram divulgadas nesta terça -feira (1), em Maputo, durante terceira sessão do Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGRD).
Com base em dados actualizados do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), às previsões indicam que a partir de Outubro deste ano até Maio do próximo, o fenómeno poderá “provocar um défice significativo de precipitação” com impactos severos nos distritos de Changara, Marara, Magoe, Mutarara e Chiúta, na província de Tete; Machanga e cidade da Beira, em Sofala; Guro, Machaze e Macossa, em Manica; Govuro e Panda, em Inhambane; e Chókwè, em Gaza.
A actualização que tivemos acesso prevê ainda impactos moderados em Moamba, na província de Maputo; Manjacaze e Chibuto, em Gaza; Chiúre, em Cabo Delgado; e Memba, em Nampula.
Medidas de resposta
Face ao cenário previsto, o CTGRD deliberou, na sua terceira sessão ordinária, pela activação dos Planos de Acções Antecipadas (PAA) à seca nos distritos identificados.
Segundo apuramos, “a medida visa permitir a implementação atempada de acções preventivas para reduzir os possíveis impactos da seca sobre as populações, os meios de subsistência e os sectores produtivos”.
Entre as medidas recomendadas pelo CTGRD estão a distribuição atempada de sementes resistentes à seca, a reabilitação e manutenção de furos e outros sistemas de abastecimento de água para consumo humano, bem como a adopção de medidas para garantir água e pasto para o efectivo pecuário.
As autoridades recomendam igualmente o reforço das campanhas de sensibilização sobre o uso racional e sustentável da água e a promoção da agricultura de conservação e de outras práticas agrícolas resilientes à seca.
