
O fenómeno climático El Niño está a ganhar cada vez maior intensidade no Pacífico Equatorial, com potenciais repercussões cada vez maiores nas condições climáticas em diferentes regiões do mundo, incluindo Moçambique.
Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos da América (NOAA – na sigla inglesa) indicam que o evento já atingiu a categoria de muito forte (tal como já havia sido comunicado pelo INAM – para caso de Moçambique) podendo manter esse nível até ao início de 2027.
Em Moçambique, os efeitos do fenómeno também estão a suscitar preocupação.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) tem vindo a alertar para o risco de impactos severos em mais de 20 distritos das regiões Sul, Centro e Norte do país, sobretudo devido às alterações nos padrões de precipitação.
A situação já representa um desafio adicional para o sector agrário, numa altura em que o país se prepara para lançar oficialmente a campanha agrícola 2026/2027.
A mitigação dos efeitos do fenómeno deverá consumir quase metade do orçamento previsto para a campanha 2026/27.
O El Niño é um fenómeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial.
Este processo altera os padrões de circulação atmosférica e pode provocar mudanças significativas no regime de chuvas e nas temperaturas em diferentes partes do planeta.
Entre os efeitos associados estão períodos prolongados de seca em algumas regiões, chuvas intensas e inundações noutras, além do agravamento das temperaturas, com consequências para a agricultura, os recursos hídricos e a segurança alimentar.
A previsão de persistência do fenómeno numa intensidade muito forte mantém sob atenção os serviços meteorológicos e as autoridades de vários países, que procuram reforçar as medidas de prevenção e adaptação aos possíveis impactos climáticos.
