
Brasil se compromete a restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030, além de proteger e manejar de forma sustentável outros 3,5 milhões de km².
O governo brasileiro apresentou na 3ª feira (25/8) as suas metas nacionais de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, sigla em Inglês), num compromisso que se enquadra no âmbito da Convenção da ONU de Combate à Desertificação (UNCCD).
O anúncio foi feito na COP17 da UNCCD, que decorre em Ulaanbaatar, na Mongólia, numa demonstração de liderança de brasília com os compromissos ambientais.
De acordo com o document que tivemos acesso, do ambicioso compromisso brasileirodestaca-se a meta de restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030, além de proteger e manejar de forma sustentável outros 3,5 milhões de km².
Segundo o governo de Brasília, citado pela imprensa local, a meta integra as açcões do país para enfrentar a desertificação, a degradação da terra, a seca e os efeitos das mudanças climáticas.
A proposta, que resulta de compromisso voluntário do país, inclui ainda 17 submetas vinculadas a políticas, planos e programas nacionais em três frentes: recuperar ou restaurar áreas degradadas, reduzir os processos de degradação em curso e evitar nova degradação.
“O Brasil está comprometido com o fortalecimento da Convenção e, ao apresentar sua meta de LDN, transforma esse compromisso em ações concretas para evitar, reduzir e reverter a degradação”, destacou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, citado pela imprensa brasileira.
Representantes da ONU consideram o anúncio brasileiro como uma sinalização do engajamento do país com a agenda de combate à desertificação e à degradação.
“Precisamos do Brasil para apoiar outros países-membros e construir solidariedade na região e internacionalmente. Para que outros sigam o exemplo maravilhoso que vocês estão dando”, afirmou Nora Barahona, diretora adjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
