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REVISTA TERRA A Voz do Agro e Ambiente
Cotações ICM
Cabo Delgado · Arroz: 28.12 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mapira: 25.55 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mexoeira: 40.83 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Milho: 17.46 MZN / kg (0%) Gaza · Arroz casca: 25.67 MZN / kg (0%) Gaza · Milho: 21.40 MZN / kg (0%) Inhambane · Arroz (casca): 41.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Mapira: 60.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Milho Branco: 48.33 MZN / kg (0%) Manica · Arroz: 22.50 MZN / kg (0%) Manica · Mapira: 16.58 MZN / kg (0%) Manica · Mexoeira: 15.04 MZN / kg (0%) Manica · Milho: 19.17 MZN / kg (0%) Maputo · Arroz: 70.63 MZN / kg (0%) Maputo · Milho Branco: 44.58 MZN / kg (0%) Nampula · Arroz: 22.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mapira: 20.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mexoeira: 30.00 MZN / kg (0%) Nampula · Milho: 19.32 MZN / kg (0%) Niassa · Arroz: 67.20 MZN / kg (0%) Niassa · Mapira: 15.00 MZN / kg (0%) Niassa · Milho: 15.61 MZN / kg (0%) Sofala · Arroz: 40.00 MZN / kg (0%) Sofala · Mapira: 24.20 MZN / kg (0%) Sofala · Mexoeira: 14.00 MZN / kg (0%) Sofala · Milho: 22.08 MZN / kg (0%) Tete · Arroz: 59.33 MZN / kg (0%) Tete · Milho: 15.93 MZN / kg (0%) Zambézia · Arroz: 24.47 MZN / kg (0%) Zambézia · Milho: 14.36 MZN / kg (0%)
Economia 3 meses atrás

Patrões pedem reformas para melhorar ambiente de negócios

O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, defendeu esta terça-feira uma redução estrutural dos custos de contexto, maior previsibilidade jurídica e políticas que reforcem a competitividade das empresas, considerando que estes factores são determinantes para acelerar o investimento, a industrialização e a criação de emprego no país.

Falando na sessão de abertura da XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP), Massingue afirmou que Moçambique dispõe de recursos naturais, localização estratégica e capital humano suficientes para transformar vantagens comparativas em vantagens competitivas, desde que sejam aprofundadas as reformas económicas.

Sob o lema “Produzir, Transformar e Competir: Construindo uma Economia Forte e Resiliente”, o líder da CTA reconheceu os avanços registados pelo Governo na melhoria do ambiente de negócios, destacando a criação da Inspecção Única das Actividades Económicas, a aprovação da Lei do Conteúdo Local, a revisão da legislação dos sectores de hidrocarbonetos e minas e a criação do Banco de Desenvolvimento.

“São reformas relevantes que respondem a parte das preocupações do nosso sector privado”, afirmou, defendendo, contudo, uma redução da carga tributária, simplificação do sistema fiscal e maior previsibilidade regulatória.

Massingue alertou que a proliferação de taxas e encargos administrativos continua a reduzir a competitividade das empresas e defendeu que qualquer nova medida fiscal seja precedida por uma avaliação do seu impacto sobre o sector produtivo.

O presidente da CTA identificou ainda como principais constrangimentos a escassez de divisas, os atrasos nos pagamentos do Estado aos fornecedores, os reembolsos pendentes do IVA e o elevado custo dos factores de produção, como combustíveis, energia, transporte, logística e financiamento.

“A confiança dos investidores é um activo nacional. Quando o investidor decide colocar capital num país, fá-lo com base na estabilidade das regras, na segurança jurídica e na previsibilidade das políticas públicas”, sublinhou.

Segundo Massingue, o país vive um momento decisivo, marcado pelas oportunidades criadas pelos grandes projectos de gás natural, pelos corredores logísticos, pela crescente procura regional de alimentos, pela transição energética e pela Zona de Comércio Livre Continental Africana.

Para aproveitar esse potencial, a CTA propôs cinco prioridades: reforçar a produtividade agrícola através da mecanização, irrigação e financiamento; acelerar a industrialização e a transformação local dos recursos naturais; consolidar Moçambique como plataforma logística regional; investir no capital humano e inovação; e aprofundar a construção de um ambiente de negócios moderno, transparente e previsível.

Na conclusão da sua intervenção, o presidente da CTA apelou ao reforço do diálogo entre o Governo e o sector privado, defendendo que as principais leis e regulamentos económicos sejam previamente consensualizados com os empresários, de modo a fortalecer a confiança dos investidores e acelerar o crescimento económico do país.

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