O Grupo Vision, novo proprietário dos activos da antiga Tongaat Hulett em Moçambique, está a implementar um novo plano de desenvolvimento agrícola, que aponta para posicionar o país na liderança regional na produção de açúcar.
A nova estratégia que tem como base o reforço das parcerias locais na expansão da produção de cana-de-açúcar e na inclusão de fornecedores e agricultores das comunidades locais foi avançada pelo director- executivo da Vision, Gavin Guillou, em entrevista ao Jornal Notícias.
“Estamos a apostar num modelo de crescimento partilhado. Queremos que os benefícios do desenvolvimento cheguem às comunidades”, disse Guillou, citado na edição desta segunda-feira (23) do Notícias.
De acordo com a nossa fonte, actualmente, os fornecedores locais já entregam cerca de 690 mil toneladas de cana por ano, número que o grupo pretende aumentar com base em acções como investimentos em Infraestruturas agrícolas, transferência de tecnologia, apoio técnico e logístico aos produtores.
Redução de importações e reforço da produção interna
Outro objectivo-chave do plano, segundo a fonte, é reduzir a dependência de importações de matéria-prima da África do Sul e do Zimbabwe, apostando no reforço da produção nacional, onde a empresa quer consolidar uma cadeia de valor 100% moçambicana, capaz de sustentar o crescimento industrial de forma sustentável.
“Queremos criar um ecossistema agrícola forte, resiliente e competitivo”, sublinha Guillou.
O plano contempla ainda a modernização da unidade fabril de Xinavane, com a introdução de tecnologias que aumentam a eficiência energética e a produtividade industrial, visando abrir um novo capítulo na história do sector açucareiro nacional, unindo inovação, sustentabilidade e inclusão local.
Após assumir os activos da Tongaat Hulett em Xinavane, o Grupo Vision diz ter investido cerca de mil milhões de randes para modernizar e expandir a produção açucareira naquela empresa que, viu as actividades afectadas significativamente, depois das inundações dos campos de produção, no primeiro trimestre de 2023, que obrigou a suspensão das exportações de açúcar.