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REVISTA TERRA A Voz do Agro e Ambiente
Cotações ICM
Cabo Delgado · Arroz: 28.12 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mapira: 25.55 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Mexoeira: 40.83 MZN / kg (0%) Cabo Delgado · Milho: 17.46 MZN / kg (0%) Gaza · Arroz casca: 25.67 MZN / kg (0%) Gaza · Milho: 21.40 MZN / kg (0%) Inhambane · Arroz (casca): 41.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Mapira: 60.00 MZN / kg (0%) Inhambane · Milho Branco: 48.33 MZN / kg (0%) Manica · Arroz: 22.50 MZN / kg (0%) Manica · Mapira: 16.58 MZN / kg (0%) Manica · Mexoeira: 15.04 MZN / kg (0%) Manica · Milho: 19.17 MZN / kg (0%) Maputo · Arroz: 70.63 MZN / kg (0%) Maputo · Milho Branco: 44.58 MZN / kg (0%) Nampula · Arroz: 22.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mapira: 20.00 MZN / kg (0%) Nampula · Mexoeira: 30.00 MZN / kg (0%) Nampula · Milho: 19.32 MZN / kg (0%) Niassa · Arroz: 67.20 MZN / kg (0%) Niassa · Mapira: 15.00 MZN / kg (0%) Niassa · Milho: 15.61 MZN / kg (0%) Sofala · Arroz: 40.00 MZN / kg (0%) Sofala · Mapira: 24.20 MZN / kg (0%) Sofala · Mexoeira: 14.00 MZN / kg (0%) Sofala · Milho: 22.08 MZN / kg (0%) Tete · Arroz: 59.33 MZN / kg (0%) Tete · Milho: 15.93 MZN / kg (0%) Zambézia · Arroz: 24.47 MZN / kg (0%) Zambézia · Milho: 14.36 MZN / kg (0%)
Agricultura 2 horas atrás

Pardal-de-bico-vermelho continua a desafiar sector agrícola

Autoridades descrevem a situação de pragas das culturas inimigas da produção agrícola, com destaque para cereais, como estando controlada no país, com excepção do pardal de bico vermelho que continua um desafio considerável. 

O pardal-de-bico-vermelho continua a desafiar as autoridades agrícolas moçambicanas, devido à ameaça que representa para a produção de cereais, sobretudo nos distritos de Chókwè e Chibuto, na província de Gaza.
A informação foi avançada esta quinta-feira, em Maputo, pela directora nacional de Sanidade e Biossegurança no Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Antónia Vaz, à margem da 42.ª Sessão do Conselho de Ministros da Organização Internacional para o Controlo do Gafanhoto Vermelho nas Regiões Central e Austral de África (IRLCO-CSA).
Segundo a responsável, em 2022 foi registada uma população estimada em seis milhões de pardais-de-bico-vermelho, dimensão que evidencia a capacidade de expansão desta praga e os riscos que representa para as culturas agrícolas.
“Esta ave ataca diversas culturas, especialmente cereais. Em 2022, tivemos uma população de seis milhões de pássaros”, afirmou Antónia Vaz, destacando as acções em curso para o controlo desta praga.
“A partir de agora, Outubro, Novembro e Dezembro, as equipas vão ao campo, no caso do pardal, para os locais onde começam a colocar os seus ovos. Então, começamos a monitorar aquelas áreas, para o caso de eclodirem”, explicou.
Segundo aquela responsável, nos casos em que a situação é considerada alarmante, as autoridades recorrem ao tratamento das áreas afectadas para conter a propagação das pragas, garantido que o país ainda dispõe de reservas de produtos fitossanitários para responder a estas ocorrências.
Gafanhoto vermelho e lagarta invasora sob controlo
Apesar da preocupação com o pardal-de-bico-vermelho, o MAAP considera controlada a situação das principais pragas migratórias que afectam a produção agrícola no país, nomeadamente o gafanhoto vermelho e a lagarta invasora.
De acordo com Antónia Vaz, os níveis actuais de ocorrência do gafanhoto vermelho estão abaixo do limiar referido pelas autoridades para desencadear acções de controlo.
“Neste momento, podemos dizer que a situação é calma. O nível que damos para iniciar um controlo é de pelo menos dez gafanhotos por metro quadrado. Estamos a falar de uma população residente de dois a três gafanhotos por dez metros quadrados, então a situação ainda está calma”, explicou.
A responsável salientou que este cenário não significa o fim da vigilância, uma vez que as pragas migratórias podem voltar a ameaçar as culturas.
Intervindo no encontro, o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, alertou para a vulnerabilidade de Moçambique às pragas migratórias, destacando a existência de áreas de ocorrência e reprodução do gafanhoto vermelho no território nacional.
O governante sublinhou que a natureza migratória da espécie permite a sua deslocação para além das fronteiras nacionais, colocando também os países vizinhos em risco de invasões e de danos significativos na produção agrícola.
Mito Albino reconheceu o papel da IRLCO-CSA na prevenção e no combate às pragas e reiterou o compromisso de Moçambique com os princípios e objectivos da organização.
A reunião de Maputo visa avaliar as actividades desenvolvidas pela IRLCO-CSA durante a campanha 2025/2026 e definir as prioridades e o plano de actividades para a campanha 2026/2027.

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