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Política 16 horas atrás

Chapo quer tecnologia no centro da transformação tecnológica

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu hoje (31) o uso da tecnologia para aumentar a produtividade da agricultura, aproximar os produtores dos mercados e reforçar a capacidade de Moçambique de produzir e exportar, no quadro da transformação económica do país.

Falando na abertura da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), em Ricatla, província de Maputo, Chapo disse que a transformação digital deve contribuir para modernizar a agricultura e tornar a economia nacional mais produtiva e competitiva.

“Queremos utilizar a tecnologia para aumentar a produtividade da nossa agricultura”, afirmou o Presidente, acrescentando que a inovação deve também aproximar os produtores dos mercados.

Como exemplo, Chapo referiu a possibilidade de um jovem agricultor de Mecanhelas, na província do Niassa, vender a sua produção para qualquer mercado do mundo a partir da sua localidade, através de uma plataforma digital.

O Chefe do Estado defendeu igualmente maior transformação local da produção nacional, incluindo produtos agrícolas destinados aos mercados externos.

Segundo Chapo, Moçambique deve aumentar as exportações de produtos transformados, atrair investimento produtivo e aproveitar as oportunidades oferecidas pela Zona de Comércio Livre Continental Africana.

“Queremos que os nossos produtos agrícolas atravessem fronteiras, levando consigo uma marca de qualidade e confiança: Made in Mozambique”, disse.
Produção agrícola

Na sua intervenção, o Presidente destacou a diversidade da produção nacional representada na FACIM, mencionando, entre outros produtos, a castanha de Nampula, o café do Niassa, o arroz de Chókwè, o açúcar de Xinavane, os citrinos de Manica, o chá de Gurué, o cabrito de Tete e a banana de Namaacha.

Chapo defendeu que o desafio passa por transformar esta diversidade produtiva numa força económica integrada, ligando produtores, indústria, infra-estruturas e mercados.

Neste contexto, destacou a importância da ligação entre a indústria e os portos, nomeadamente Maputo, Beira e Nacala, e entre os grandes projectos de investimento e o empresariado nacional.

Receitas do gás para agricultura

O Presidente afirmou ainda que o Governo pretende canalizar receitas provenientes do sector do gás para outras áreas da economia, incluindo agricultura, indústria, energia, recursos minerais, turismo, transformação digital, economia azul e infra-estruturas.

A utilização dessas receitas, disse, deverá contribuir para gerar rendimento, salários, impostos e dinamizar a economia nacional.

Chapo defendeu também o aumento da produção e das exportações como forma de reforçar a disponibilidade de divisas no país.

“Só teremos divisas se produzirmos mais e exportarmos mais”, afirmou, apelando à inversão da actual dinâmica da balança de pagamentos.

PME nas cadeias de valor

O Presidente considerou ainda que as Micro, Pequenas e Médias Empresas devem desempenhar um papel central na diversificação económica, através da sua integração nas cadeias de fornecimento nacionais e internacionais.

Segundo Chapo, as PME devem crescer, exportar e tornar-se fornecedoras competitivas dos grandes investimentos em curso no país.

Para o sector agro-pecuário, a estratégia anunciada enquadra-se na intenção do Governo de transformar a economia de serviços numa economia produtiva, assente no aumento da produção, transformação, investimento e exportação.

A 61.ª FACIM decorre sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável” e, segundo o Presidente, deve resultar em novos negócios, investimentos, empresas, empregos, exportações e oportunidades para os moçambicanos.

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